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terça-feira, outubro 23, 2007

As duas coisas mais importantes nesse processo todo: perceber que você está sozinho e se conformar com isso. Amigos, colegas, uma companhia que seja, ou então um joguinho style ou algo interessante na tv... são apenas distrações. No final das contas, no fim do dia, ninguém está do seu lado; seja pela concha que te envolve e que os mantém afastado, seja pela falta de vontade deles se aproximarem. O problema é admitir e se conformar com isso.

O ser humano evoluiu da pedra para o magnetismo, mas continua dependente das outras pessoas. Essa interdependência se tornou tão normal que sequer há a necessidade de pensar sobre. É tão normal que contrariar isso é ser.. anormal (!). E então, quando vêm a depressão, as tendências anti-sociais, o medo de olhar nos olhos, o medo de criar uma ligação com outra pessoa...

É, porque afinal é esse o ponto principal. Essa é a droga, não que vicie necessariamente, mas que se sente falta quando não está presente: a "ligação". E o pior da droga não é o vício, mas sim a crise de abstinência que ela provoca (no caso, quando não há "ligação" nenhuma).

E não é a interdependência entre as pessoas que tem mudar, é a própria pessoa (no caso, eu) que precisa se tornar mais flexível e se acostumar com a socialização. Ou então admitir e se conformar que se está sozinho, ignorar as pessoas e sofrer com as consequências. O problema é justamente esse, conseguir mudar...

Provavelmente algum psicólogo ou filósofo já ponderou sobre esse assunto, mas com muito mais argumentos e com muito mais desenvoltura, assim como muitas outras 'teorias' infundadas que eu já pensei ou escrevi. Ou então só eu sinto isso e estou sozinho no mundo.
Acho que eu preciso de uma namorada. Ou de um irmão gêmeo. Ou de mais amigos no orkut. É, acho que é isso.